
Eu sou como uma nau na escuridão da noite,
onde desliza macia em meio ao oceano.
Os ventos batem fortes nas velas como vozes gritantes,
Rasgando as sedas em minha alma errante.
Olho para céus onde nuvens escuras,
caminham apagando as estrelas.
Onde ora antes faziam cintilar nos meus olhos,
o desejo de ter comigo os teus devaneios.
As ondas atiçam com ímpetos e não se acanham,
respingando gotas de lágrimas em meio a solidão.
Levando bem alto o clarão de um farol,
como reflexo prateado na onda da ilusão.
Procuro tentar olhar a direção do farol,
que cintila no rumo procurando a salvação.
Os ventos são fortes com gemidos apavorantes,
farol com seu clarão apontam minha remição.
De repente tudo se transforma em minha visão,
não importa qual seja a direção.
Pois o farol com seus lampejos enfraqueceram,
deixando-me sozinho na solidão.
Direitos reservado ao autor Mario Chaves

