quinta-feira, 15 de novembro de 2012

DE UM POETA...PARA OUTRO


DE UM POETA...PARA OUTRO



Oh... Vós que afagas as lembranças em elevação chorastes,
Os cânticos por vós deixados,
Esmaga e alcea os sonhos em reminiscências.
De um alento para aqueles que vos amaram,
Esvoaçam em quimeras de puras saudades...
Os versos por vós deixados...

.A vida é um axioma  doce, porém nesfasto.
E vós conhecestes  as verdades na mais límpidas das essencias.
E vos não a preguejastes porque dela estava escrito,
no  calice de  sorvo amargo que  provaste...
E vós adormesseste no atúade insensível...

 Oh...Anúbis porque vieste...
Por que vos tirastes o amigo de suas belas estirpes.
Por venturas vos sabeis que o tomo da vida,
é  pura ilusão. E a existência  é preciso labutar...
...Anúbis vos sois impiendoso e erudito.  

Amigo... O jardim que deixaste tornou-se resistente,
cresceram e ramificaram em flores de alecrins.
Que fizeste foi deixados em purpurino,
banhado em aguas claras na mais pura essencia do amor.
O Adeus não subsiste...Digo apenas um até logo...

 * Autor Mario Chaves
    15/11/2012
* Todos Direitos Reserva conforme a Consolidação dos Direitos Autorais- CDA -9.610/1988

domingo, 11 de novembro de 2012

LEMBRANÇAS DE HIALITA



 


LEMBRANÇAS DE HIALITA...

 
Hoje, quando acordei, lembrei-me de vocês,
Lembrei-me como éramos felizes com suas presenças,
Lembrei-me dos passeios que fazíamos juntos aos parques.
Lembrei-me das travessuras que fazíamos e das brincadeiras...
E nós não tínhamos consciência que era transitória a presença de vocês.

 Lembrei-me do passeio à fazendola que fazíamos nas férias,
Sentindo e curtindo o cheiro do caju nas produções de cajuínas
E o aroma da prensa esmagando o pedicelo tuberizado,
Produzindo uma fragrância que em tempo algum sairá da minha imaginação.
E nós não sabíamos que era efêmera a presença de vocês

 Lembrei-me de nossas idas ao cinema do nosso bairro,
Lembrei-me de termos assistido alguns filmes,
Que passamos a noite em nossos devaneios em alentos,
Sentindo o espectro das noites cheias de imaginações.
E nós não sabíamos que era fugaz a presença de vocês...

 Lembrei-me que todos os domingos íamos à missa,
Para agradecer e alimentar com humildade o espírito,
Recebendo o oniponte pão de cada dia...
Isso tudo nos ensinastes, para glória de Nosso Senhor Jesus Cristo...
E não tínhamos em nossa mente que era célere a presença de vocês...

 Lembrei-me dos nossos encontros religiosos com a família,
Para rezar o Terço, todas as quartas e sextas junto à imagem de N.S. da Conceição,
Como era gratificante pertencer essa prole que veio do além-mar...
Como era divinal a presença de vocês!
E não imaginávamos que rapidamente perderíamos vocês.

Agora vocês estão em outro plano espiritual
E hoje faz aniversário que partiram.
E deixam para cada um de nós uma hialita de forte brilho.
Uma hialita completa de legado de amor, humildade, generosidade e fraternidade,
Que aprendemos e soubemos repassar para os seus netos e bisnetos...

 Senhor! Não ficamos com zanga por tê-los tirados de nós,
Só agradecemos por nos ter emprestado para a nossa felicidade aqui na terra.
E nós os tomamos e nós os entregamos sem queixa,
Mas, com o coração imenso na dor de uma saudade grande...
De uma saudade indivisível, saudades... saudades...

 ... A emoção acomete minha alma... E penso...
Penso comigo:
A vida é como uma hialita...
Quando cai se entrelaça em pedaços,
Que jamais se juntam e ficam somente as lembranças...

Mario chaves Filho

11/11/2012
*Todos direitos reservados de acordo com Lei 9.610/1988 ( Consolidação sobre direitos autorais)
 

sexta-feira, 9 de março de 2012

NOSSA DUAS ROSAS

sábado, 3 de março de 2012

My Sweet Lord


Senhor, às vezes duvidamos da tua existência.
Quando precisamos ter fé em vós.
Simplesmente afasta-se e não sabemos o que fazer de ti .
Senhor, precisamos que teu filho dê uma passadinha aqui na terra de novo, não aprendemos nada do que ele ensinou.
Mesmo com os avanços da ciência e da tecnologia,  ainda não sabemos venerar o vosso nome e nem menos obedecer aos teus mandamentos que são somente dez..Senhor. È isso mesmo Senhor... Só dez...Mas dizem tudo..E  não aprendemos
Será que devemos fazer como os hindus acreditar em várias forças espirituais?
Pelo jeito que as coisas andam aqui na Terra o Senhor precisa de vários assessores para dá conta de tanta violência que paira neste planeta. Amigo é violência demais...
Não custa nada requisitar às divindades como: Hare Krishina, Krishna, Hare Rama, Rama Rama, tenho certeza que irão dar uma mãozinha, como na música de George Harrison... Afinal, hoje o que se fala é gestão participativa, deu certo com alguns políticos de certos partidos, por que não vai dar certo no  céu? Lá são só dois. O PSJS. (PARTIDO SÓ JESUS SALVA) e outro que não me atrevo pronunciar, mas, como vemos está em maioria.   
Enquanto não há um milagre divino, é torcer que nada aconteça conosco, pobres mortais...
Com isso é bom lembrar da música do Ex- Beatles George Harrison “My Sweet Lord”.Onde ele Faz várias benções aos Deus hindus, principalmente Hare Krishina.
Uma linda letra com uma bela melodia. Repare as sequências de notas com seus sustenidos bemóis em semitom no violão que seguem até a metade do contexto, então  surge ao fundo o contrabaixo com tons b-bemol em enarmonia com a bateria dando o compasso harmônico. Excelente clássico internacional...Vale pena ouvir.  
* Enarmonia :Relação entre duas notas consecutivas (fá sustenido e sol bemol, p. ex.) que diferem entre si apenas por uma coma.   
   

terça-feira, 20 de setembro de 2011

OS AVENTUREIROS SONHADORES



SEGUNDO CAPÍTULO


No dia 18 de junho de 2010, por volta das 4 horas da manhã, os dois aventureiros seguiram estrada para realizar seus sonhos.
Depois de percorrer 260 km, equivalente a três horas de viagem com uma velocidade média de 100 km, chegaram à primeira cidade, Mossoró, onde passaram dois dias. Lá conheceram uma das maiores festas juninas de todo Brasil. No dia 19 de junho, a cidade à noite estava com bandas de forró e desfile de quadrilha junina, aliás como ocorre no Nordeste inteiro, coberto de alegorias.
Tudo foi registrado e documentado.
Depois de dois dias voltaram à estrada e foram cortando os sertões, passando por outras regiões do Nordeste conhecendo vários costumes e tradições. Passaram por pequenos povoados onde ainda se cultiva os costumes e as festas de folclore com suas danças, com seus folguedos coloridos ao som de batuques, com seus ritmos tocados e ainda procurando descobrir e entender esta interação dentro de uma socialização onde o estranho é sempre algo curioso e presença forte do etnocentrismo.
Essa relação interpessoal é de suma importância, em pequenos povoados ainda se cultiva a prática entre seus habitantes que é a cerimônia de oferecer uma boa hospitalidade, convidando um estranho ao pernoite em suas fazendas, em seus alpendres e ainda oferecer como cortesia da casa a possibilidade de apreciar as estrelas e ainda curtir a luz cálida da lua.
Nessa época, meados de junho e julho, em toda a extensão do Nordeste, as chuvas continuam, mas com pouca intensidade, conservando a vegetação verde, mas isso só aumenta a beleza das noites, que nos deixa sentir o cheiro das plantas e ouvir os coaxais dos sapos e jias na beira dos igarapés, em plena noite de lua cheia.
Depois de percorrer 1.850 km, já há oito dias fora de casa, deixaram para traz o velho sertão do agreste de Pernambuco e entraram pelo Sul da Bahia, onde pararam em um Hotel Fazenda fora da estrada, em lugar chamado Anagé, cerca de uns 3 km, fora da BR 116. Pernoitaram e, ao amanhecer, tomaram a BA 415, rumo à cidade Vitória da Conquista no Interior da Bahia.


quinta-feira, 11 de agosto de 2011

OS AVENTUREIROS SONHADORES





CAPÍTULO PRIMEIRO








Uma aventura que todos deviam fazer!
Dois aventureiros saíram de Fortaleza em suas motocicletas Halley Davisson, máquinas potentes, com um novo estilo e design mais avançado e econômico do que os modelos anteriores.
O propósito dessa aventura foi o de conhecer as trilhas dos cafés nas fazendas tradicionais dos grandes cafeicultores do século XVII no Interior de São Paulo. Só que para chegar até lá, muitas outras atrações constaram como pano de fundo dessa viagem, tais como as tradições, costumes, cerimônias, crenças, refrãos, superstições de cada região por onde eles passaram. Estes elementos com certeza foram de um enriquecimento cultural extraordinário, além de ter permitido ao mesmo tempo o redescobrimento de suas origens.
Quando reunimos todos esses elementos vimos que estão condicionados a uma só palavra de origem anglo-saxônica chamada de Folk+Lore, cujo significado de Folk é tradição de um povo e Lore, quer dizer sabedoria, juntando fica FOLKLORE. Embora no português, que até então não se usava o K, passou ser chamada FOLCLORE.
Eles fizeram vários preparativos para que nada desse errado no percurso da viagem. Em primeiro lugar, uma boa revisão nas motocicletas ─ verificaram o óleo dos motores, averiguaram a calibragem dos pneus, prepararam os equipamentos, utensílios e medicamentos de primeiros socorros e uma pequena mochila de ferramentas de urgência, contendo dois dentes de corrente passante, um kit de lâmpadas, aparelho GPS, telefones celulares ou Iphone 3G, máquina fotográfica e câmara de vídeo digital, mapas de viagem, lista de telefone úteis, roupas impermeáveis para chuva, caderneta de bolso e um diário de bordo. Isto tudo fora a mochila de uso pessoal com mudas de roupas e pertences necessários para as estadas.
Na caderneta de bolso escreveram tudo que foi importante na viagem e, no diário de bordo, calcularam o consumo de combustível, as chegadas e as saídas de cada lugar que passaram.
Então...Depois de tudo pronto e revisado, caíram na estrada, pedindo a proteção divina para que tudo corresse bem.


quinta-feira, 21 de julho de 2011

OS AVENTUREIROS SONHADORES

 



Prefácio

Este é o meu primeiro livro virtual totalmente à disposição daqueles que curtem uma boa leitura e são amantes de uma aventura.
 A idéia de lançar este livro virtual surgiu do sonho de conhecer as grandes fazendas de cafés no Interior de São Paulo, seguindo uma trilha por onde os grandes bandeirantes percorreram e os grandes latifundiários se estabeleceram até se tornarem grandes produtores de café.
Dando seguimento à história, mostraremos também a riqueza de cultura do nosso Brasil, com seus costumes, suas tradições, suas festas, seus folclores com suas danças de folguedos e suas crenças.
A aventura começa na capital Cearense, percorre todo Nordeste, Centro Oeste e Sudeste, enfrentando a chuva e o sol, o frio e o mormaço de suas estradas.
Embora essa aventura transcorra de forma passiva, sem atropelos, é rica de conhecimentos, em função dos atrativos que se apresentam a cada passagem, parada ou estada, representando o respeito do povo pela cultura adquirida aos longos dos anos pelos seus ancestrais.
Vamos verificar que até hoje se reverencia o Bumba meu boi, a Dança dos panos nas costas, bem tradicional dos candomblés, característico da cultura da Bahia, dentre outras.  Tudo isso para aproveitar bem esse etnocentrismo que é muito peculiar nas pessoas e faz levar conhecimento para Os aventureiros sonhadores e para os leitores em geral.
O livro será divido em capítulos, que a cada mês postarei no blog, para que os leitores desfrutem de uma boa leitura e acompanhem cada passo da aventura desses amantes da motocicleta. O intuito é dar asas ao imaginário, proporcionando alegria para quem gosta de aventura na estrada, fazendo com que vivenciem com os aventureiros essa grande aventura.
Recomendamos a cada leitor virtual que não deixe de mandar seu comentário, positivo ou não, para que nós possamos interagir mais a cada capitulo nesse livro.
A cada final de postagem você terá o link que remete à anterior, a fim de facilitar a compreensão da continuidade da história.
Atenção. É proibida a reprodução sem a  devida autorização do autor.
Consolidação Sobre Direitos Autorais ( CSDA) Lei nº 9.610/1998